sábado, 7 de fevereiro de 2015

SAPIRANGA – CAPITAL DO VOO LIVRE E CIDADE DAS ROSAS – MEU NOVO LAR - PARTE I

(Foto: Jornal Repercussão)
Amigos e amigas estarei em uma nova cidade, mas como todos sabem o amor que tenho pela cultura, não poderia deixar de primeiramente conhecer a história de minha nova morada,  uma das primeiras coisas que fiz quando cheguei foi pesquisar sobre a mesma, a qual me alegro em dizer que fui muito bem recebida. Por isso vou resumidamente apresentar nesta primeira matéria minha nova cidade: SAPIRANGA – RS, a Capital do Voo Livre e Cidade das Rosas, uma cidade de Imigração Alemã, com mais de 74.000,00 habitantes e que trata os visitantes com muito carinho, citarei a parte de colonização e emancipação e em uma matéria posterior os pontos turísticos.
COLONIZAÇÃO E EMANCIPAÇÃO:
No período de 1824 a 1826, os primeiros alemães estabeleceram-se nas terras da Fazenda Leão. Os primeiros imigrantes  desembarcaram no Porto das Telhas, em São Leopoldo, no dia 25 de Julho de 1824. Desde então, iniciou-se a história do município que rodeia o Vale dos Sinos. Esses imigrantes receberam lotes de terras, onde puderam dar início a sua habitação. A partir de 1845 começam a ser vendidos os prazos coloniais na região norte e centro de Sapiranga. Em 1850 começou o povoamento efetivo de seu solo, com o estabelecimento dos primeiros colonos. 1º de Julho desse ano havia em Sapiranga e seus arredores 398 habitantes. Em 9 de Fevereiro de 1851, pelo Pastor Doutor Roch é inaugurada a primeira igreja, sendo que até então os cultos eram celebrados em residências particulares. Em 1880, seria construída a casa paroquial e também a Escola Duque de Caxias. Em 1890 é adquirido o primeiro sino para a igreja. A partir de 1890, Sapiranga deixa de ser parte do 4º Distrito de São Leopoldo para ser vila, sede do 5º distrito, pelo Ato Intendencial  nº 154. Em 1899, iniciou-se a construção da Ferrovia Novo Hamburgo-Taquara, inaugurada em 1903, ampliando os transportes que variavam de cavalos, mulas e carretas. Dessa data em diante, Sapiranga recebeu um novo impulso e, ao longo da ferrovia, se formaram os povoados de Araricá e Campo Vicente. Em nosso município, havia abundância de uma fruta-araçá pyranga-(termo indígena que significa a fruta araçá vermelha), denominação que originaria o nome do município de Sapiranga. Esta fruta existe em quantidade significativa nos capões do Kraemereck. A própria denominação de Sapiranga aparece pela 1ª vez nessa região. O desenvolvimento recebe impulso com a eletrificação da vila em 1935. A economia se diversifica: 76 casas comerciais, 148 estabelecimentos industriais , destacando-se indústrias de calçados, sombrinhas, massas, sabão, atafonas , carimbos, metalúrgicas, móveis, aguardentes, vinhos, alfaiataria. Na década de 40, ocorre um desenvolvimento maior na indústria de madeira e de calçados. No ano de 1946, inicia a 1ª linha de ônibus pertencente a Braum e Cia e posteriormente por este crescimento tem início o movimento emancipacionista, visando criar um novo município, desmembrando Sapiranga de São Leopoldo. Em 1953 , após uma intensa campanha, na qual foram visitados todos os quadrantes da região que poderia emancipar-se,  tem lugar um plebiscito, no qual se impõe a soberana vontade popular , almejando efetivamente a emancipação. O plebiscito teve lugar a 20 de Dezembro de 1953, sendo a proporção de votos de quase 5 por 1 a favor da emancipação. Pela Lei estadual nº 2.529, de 15 de Dezembro de 1954, foi criado o município de Sapiranga, ocorrendo a instalação a 28 de Fevereiro de 1955. O primeiro Prefeito de Sapiranga foi Edwin Kuwer, compondo-se a 1ª Câmara Municipal de Veradores por Manoel Baillet Candemil, Adolfo Evaldo Lindenmeyer, Anita Wingert, Arthur Petry, Bertholdo Hauser, Armindo Schwarz e Leopoldo Sefrin. (Fonte: Site do IBGE). (Fotos: Prefeitura M. Sapiranga)

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