sexta-feira, 16 de junho de 2023

16 DE JUNHO – DIA MUNDIAL DA TARTARUGA MARINHA

 O “Dia Mundial da Tartaruga Marinha” é celebrado em 16 de junho, é uma data dedicada a refletir sobre a conservação desses animais. É comemorado no dia em que nasceu o biólogo americano Dr. Archie Carr, que iniciou as pesquisas sobre os deslocamentos das tartarugas marinhas. Tartarugas marinhas são répteis, que passam a vida inteira no mar, exceto quando as fêmeas vão às praias para desovar. Elas são migratórias e atravessam oceanos, de um continente a outro, para se reproduzir, o que elas só fazem depois dos 20 anos de idade. Em média, cada fêmea bota 130 ovos, por ano. O curioso é que, de cada mil filhotes, somente uma ou duas tartarugas chegarão à idade adulta, enquanto o restante irá servir de alimento para uma vasta cadeia ecológica. Existem apenas sete espécies de tartarugas marinhas no mundo. Dessas, cinco espécies podem ser encontradas no Brasil: tartaruga-cabeçuda, tartaruga-de-pente, tartaruga-verde, tartaruga-oliva e tartaruga-de-couro. Elas utilizam o litoral brasileiro para se alimentar e se reproduzir, e por isso podem ser avistadas em algumas praias. Infelizmente, todas as sete espécies estão ameaçadas de extinção e isso se deve, principalmente, à caça intensiva, que busca pela carapaça, carne e gordura. Mesmo com leis de proteção e a caça sendo controlada, cerca de 40 mil tartarugas são mortas anualmente. Outra grande ameaça é o lixo. Estima-se que, aproximadamente, 13 milhões de toneladas de plástico são despejados nos oceanos, por ano. No mar, o plástico vira uma armadilha para as tartarugas marinhas, aprisionando-as ou é confundido com alimento; o que também acontece com pedaços de redes e outros petrechos de pesca, que se enroscam em seus corpos, podendo levá-las à morte. É extremamente importante proteger as tartarugas marinhas para que elas possam se reproduzir e garantir, tanto a continuidade de suas espécies, como as da cadeia alimentar da qual fazem parte. Entre trabalhos notáveis que têm sido feitos, está o projeto Tamar, executado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Criado na década de 1980, o PROJETO TAMAR, está em várias cidades do Brasil, incluindo um em Florianópolis SC, que  calcula que, a cada ano, cerca de 2 milhões de filhotes nascem nas praias brasileiras monitoradas pelo projeto. Eles também trabalham pela proteção de tartarugas jovens e adultas resgatadas de captura incidental na pesca e com a conscientização de pescadores, turistas e da população residente nas regiões de desova. Eu Luciana e o Henrique podemos conhecer o Projeto com uma das netas de Francisco Valdomiro Lorenz, a Sandra Lorenz, que foi nossa guia. Vai umas fotos da visita.